Agarrar a Cruz
Estávamos partilhando pelo whatsapp sobre nosso final de semana e fizemos algumas constatações que gostaria de compartilhar.
Escolhi essa foto que pude representar Jesus no teatro da Paixão de Cristo porque ela retrata bem o que vou falar e, com certeza, um dos maiores momentos da minha vida como católico.
A veneração pela paixão de Cristo sempre foi algo forte em minha vida, não conseguia ver somente sofrimento, mas também o amor que moveu Jesus a realizar tal ato. Jamais maginaria ter a graça de representar o meu Senhor e Salvador no momento mais importante de sua vida (e de todos nós).
E a nossa constatação era a seguinte: estamos vivemos em uma época onde desacostumamos a sofrer.
A veneração pela paixão de Cristo sempre foi algo forte em minha vida, não conseguia ver somente sofrimento, mas também o amor que moveu Jesus a realizar tal ato. Jamais maginaria ter a graça de representar o meu Senhor e Salvador no momento mais importante de sua vida (e de todos nós).
E a nossa constatação era a seguinte: estamos vivemos em uma época onde desacostumamos a sofrer.
Nós não sabemos sofrer e assim sendo, qualquer decepção (principalmente amorosa) significa o fim do mundo. Os jovens deste século não querem sofrer ou sofrem de maneira errada, sem ter a consciência que seja lá qual for o motivo, o sofrimento nos molda e nos prepara para a vida, que é uma constante luta.
Devemos imitar a Cristo em tudo, e aí também entra o sofrer.
Não podemos desejar ressurreição (a vida abundante) sem crucificação (dor). Entregar-se nos momentos de sofrimento, deixando-o tomar conta de nós, significa que ainda não fizemos uma experiência verdadeira de calvário. Significa que ainda não entendemos o mistério da cruz e o porquê Jesus veio nos mostrar dessa forma como proceder nos dizendo "tome sua cruz e siga-me".
O calvário é a via mais rápida para se chegar ao céu, porém é uma experiência passageira, não podemos e nem devemos ficar presos lá. Ao contrário, devemos usar para nos impulsionar e dar coragem ao que vem depois. É o momento e o lugar de encontro com Deus e com Sua infinita misericórdia.
A cruz é necessária para uma ressurreição.
E eu pude notar que acabamos pedindo em nossas orações mais para que sejamos preservados do sofrimentos que o "faça sua vontade". Devemos mudar essa forma de orar, devemos pedir a Deus que é pai e educa, que nos ensine a sofrer e nos dê a graça de transformar nossos sofrimentos em via de santificação e encontro com Ele, porque afinal, Ele nos acompanha nesse trajeto. Ele caminha conosco, nos dá força e sustento, e nos faz participar do seu amor.
Quando soubermos sofrer com Cristo, entenderemos o verdadeiro sentido do mistério que O trouxe a nós, à loucura da Paixão que o fez se entregar e morrer em nosso lugar, e assim, estaremos prontos para ressuscitar com Ele, para viver uma vida abundante que Ele nos prometeu. Minha vida foi transformada pela cruz, que me ensinou a cada de calvário lembrar do que vem depois dele e retomar as forças para levantar das quedas, elevar os olhos para o Pai e dizer "que se cumpra a sua vontade" e ouvir dele "filho, estou contigo", e assim, continuar a minha experiência de Cruz, de sofrimento, que é uma experiência de cura, de força e, sobretudo de amor. Afinal, como dizia madre Teresa: "Se não doer, não é amor".
Deus nos guie e ensine a carregarmos nossas cruzes com dignidade e perseverança.
Que possamos ter um pouco do entendimento sobre seu sacrifício, porque se entendermos no pouco, já será suficiente para que possamos olhar de nova forma.
Que possamos ter um pouco do entendimento sobre seu sacrifício, porque se entendermos no pouco, já será suficiente para que possamos olhar de nova forma.
Matheus Souza.
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