Agarrar a Cruz




Olá, geração!
Estávamos partilhando pelo whatsapp sobre nosso final de semana e fizemos algumas constatações que gostaria de compartilhar.

Escolhi essa foto que pude representar Jesus no teatro da Paixão de Cristo porque ela retrata bem o que vou falar e, com certeza, um dos maiores momentos da minha vida como católico.
A veneração pela paixão de Cristo sempre foi algo forte em minha vida, não conseguia ver somente sofrimento, mas também o amor que moveu Jesus a realizar tal ato. Jamais maginaria ter a graça de representar o meu Senhor e Salvador no momento mais importante de sua vida (e de todos nós).

E a nossa constatação era a seguinte: estamos vivemos em uma época onde desacostumamos a sofrer. 
Nós não sabemos sofrer e assim sendo, qualquer decepção (principalmente amorosa) significa o fim do mundo. Os jovens deste século não querem sofrer ou sofrem de maneira errada, sem ter a consciência que seja lá qual for o motivo, o sofrimento nos molda e nos prepara para a vida, que é uma constante luta. 

Devemos imitar a Cristo em tudo, e aí também entra o sofrer.
Não podemos desejar ressurreição (a vida abundante) sem crucificação (dor). Entregar-se nos momentos de sofrimento, deixando-o tomar conta de nós, significa que ainda não fizemos uma experiência verdadeira de calvário. Significa que ainda não entendemos o mistério da cruz e o porquê Jesus veio nos mostrar dessa forma como proceder nos dizendo "tome sua cruz e siga-me".
O calvário é a via mais rápida para se chegar ao céu, porém é uma experiência passageira, não podemos e nem devemos ficar presos lá. Ao contrário, devemos usar para nos impulsionar e dar coragem ao que vem depois. É o momento e o lugar de encontro com Deus e com Sua infinita misericórdia. 


A cruz é necessária para uma ressurreição. 
E eu pude notar que acabamos pedindo em nossas orações mais para que sejamos preservados do sofrimentos que o "faça sua vontade". Devemos mudar essa forma de orar, devemos pedir a Deus que é pai e educa, que nos ensine a sofrer e nos dê a graça de transformar nossos sofrimentos em via de santificação e encontro com Ele, porque afinal, Ele nos acompanha nesse trajeto. Ele caminha conosco, nos dá força e sustento, e nos faz participar do seu amor. 

Quando soubermos sofrer com Cristo, entenderemos o verdadeiro sentido do mistério que O trouxe a nós, à loucura da Paixão que o fez se entregar e morrer em nosso lugar, e assim, estaremos prontos para ressuscitar com Ele, para viver uma vida abundante que Ele nos prometeu. Minha vida foi transformada pela cruz, que me ensinou a cada de calvário lembrar do que vem depois dele e retomar as forças para levantar das quedas, elevar os olhos para o Pai e dizer "que se cumpra a sua vontade" e ouvir dele "filho, estou contigo", e assim, continuar a minha experiência de Cruz, de sofrimento, que é uma experiência de cura, de força e, sobretudo de amor. Afinal, como dizia madre Teresa: "Se não doer, não é amor".

Deus nos guie e ensine a carregarmos nossas cruzes com dignidade e perseverança.
Que possamos ter um pouco do entendimento sobre seu sacrifício, porque se entendermos no pouco, já será suficiente para que possamos olhar de nova forma.


Matheus Souza. 

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